Todo vazio é ausência de nós mesmos

13/02/2019


Acho tão bonito quando olho pra uma pessoa e vejo que ela evoluiu, que ela transpira como algo que andou pra frente e que desabrochou. Eu sinto que deveria me inspirar nisso, mas ao contrário, tenho a sensação de que fiquei cada vez mais pra trás. O tanto que eu me anulei...

Eu deixei de descobrir muito mais sobre mim, preocupada em ser aquilo que eu achava que gostariam. Sempre tentei ser uma pessoa só, anulando todas as mulheres aqui dentro. Em algum momento a gente se omite tentando se encaixar em algo, no fim o único resultado disso é a sensação de retrocesso.

Na verdade, eu fui sim muitas pessoas, mas nem uma delas era eu e agora eu não sei mais onde me encontrar. Eu depositei muito de mim nas pessoas e fiz questão de me preencher de todas elas, afinal, aquilo pra mim era suficiente. As pessoas se foram, sumiram, mudaram.

Está um pouco difícil agora, mas vou começar jogando o lixo fora, tirando daqui tudo aquilo que não é meu e depois procurar todas as coisas que foram feitas para mim e para qual eu fui feita.

Acho que precisamos passar por isso para nos reafirmar, superar todas as ausências e entrar em um ciclo novo de verdade. Um ciclo criado por nós, e nele sermos tudo aquilo que gostaríamos de ser, aquilo que sempre tivemos medo ou vergonha, mas que nos faz muito bem. Precisamos nos desvencilhar das amarras de outras pessoas, deixar com que vivam as próprias vidas e nós viveremos as nossas.

Acredito piamente que todo vazio é ausência de nós mesmos e que para nos preencher devemos nos alimentar tudo aquilo que nos faz sentir vivos, contentes e empolgados. Depois de algumas quedas, eu aprendi que teria conquistado muito mais apenas sendo fiel à mim mesma.

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