Da minha vida, eu é que sei.

15/03/2018


‘Cadê a minha meia?’

Saí saltando da cama, de um quarto para o outro para não sentir sob meus pés aquele chão gélido. Não havia ninguém em casa, só o cheirinho de café exalando pelo corredor me fez companhia aquele instante.

Vesti as meias e apreciei da janela aquele cinza claro deixado após uma noite chuvosa. Peguei minha xícara de café, despejei calmamente o chantilly em forma de espiral, do jeitinho que eu gosto, o desafio é não deixar desmanchar até a hora de tomar. Meu pão estava pronto, com a manteiga derretidinha.

Que saudade que eu tinha desses dias. Que saudade de quando amanhecia chovendo e o dia inteiro ficava geladinho. São meus dias favoritos.

Me acomodei no sofá com o edredom que já praticamente faz parte do meu corpo e devaneei sobre aquele dia tão perfeito que mais parecia cena de filme comigo ali protagonizando. E percebi que eu gosto de protagonizar. Eu amo tanto boas histórias que notei que quero poder viver muitas delas, é só ir adiante.

Tomando meu café deixei meus pensamentos filtrarem para mim o que realmente importa. E percebi o que realmente tem valor na minha vida e como quero gastar cada minuto das minhas horas. Vou dar as costas a tudo aquilo que não me leva pra frente. Vou em busca dos meus sonhos, porque afinal, eles são meus e de mais ninguém, por isso ninguém fará nada por eles além de mim.

Eu to com vontade de ter o meu espaço. De me afogar na minha escrita, ali, quietinha no silêncio. De deixar o mundo inteiro acontecer lá fora, enquanto aqui dentro eu guardo o melhor pra depois.


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