A música canta o tempo

27/09/2016



Quem nunca ouviu uma música e teve a sensação de voltar no tempo?
Eu estava ouvindo uma playlist pop de 2009 e senti uma saudade, como eram boas as músicas que tocavam no meu mp3 naquela época. Era como se essas músicas durassem mais, não me refiro à sua própria reprodução, mas elas tocavam por mais tempo nas rádios, na TV, nas playlists enfim. Não sei se só eu tenho essa impressão, mas hoje em dia é como se a música ficasse repetitiva rápido demais.

Já vi várias pessoas falando que as músicas de agora já não são tão boas como “antigamente”, que as músicas tinham mais qualidade e coisas parecidas. No momento em que estava ouvindo minha playlist de 2009 realmente estava pensando a mesma coisa, até que me veio o estalo: era realmente a música, ou os momentos que eu vivi ao som delas é que eram melhores?

Já parou pra pensar em como é mágico que uma canção consiga realmente marcar algum momento da nossa vida? Seja ele bom ou ruim. Essa é a essência da arte. E fiquei pensando que não é a pobre música, ou quem a compõe, talvez sejamos nós, a nossa vida, como a vivemos. As músicas já não se tornam mais marcantes, porque o momento também já não é. Não o consideramos marcantes, não o fazemos ser.

Quando ouço Halo, da Beyoncé ainda recordo com o coração cheio de amor as férias incríveis que tive ao lado dos meus amigos em 2011. Talking to the moon, ainda me lembra quando eu gostava de um cara que não gostava de mim no ensino médio. Rude boy, da época que eu fui cheerleader nos jogos da escola. E tantos outros momentos incríveis que eu já vivi que só foram incríveis porque eu fazia questão de vivê-los da forma mais plena que eu pudesse!

E talvez seja isso que esteja faltando, criar histórias para as minhas músicas, mas não idealizar algo ao som de alguma canção e sim realmente dar a chance aquela música de ter o seu momento.
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