O dia em que eu descobri que não sabia rezar

21/02/2017

Foto: We Heart It

   Poucas vezes me senti fortalecida em oração. Eu sempre achava que o que estava ali fazendo era pouco demais, em volume baixo demais, que Deus concedia a mim porque conhecia meu coração, mas não pela força que eu depositava nas minhas orações porque no fundo, eu sabia que não sabia rezar.

   Eu orava e não sabia encaixar a minha fé, onde pôr a energia necessária para mostrar à Deus o que eu desejava e pelo que eu agradecia. Tenho a sensação de que ele sempre veio a mim por espontânea vontade no silêncio, mas eu não sabia invocá-lo. E eu acreditava que já tinha coisas demais para sentir necessidade – ou direito – de pedir a Ele algo a mais.

   Há tantas coisas no mundo pelas quais podemos rezar, mas foi conhecendo uma pessoa que eu senti uma inquietude diferente. “Preciso interceder por ela”. Por amor eu queria ver bem, queria ver feliz, em paz, mas essa pessoa estava tão distante de Deus que parecia não conhecer o caminho para chegar até o Pai.

   Então saí da minha zona de conforto, juntei minhas mãos e sem ter certeza se estava fazendo certo, eu orei, todos os dias, mesmo quando eu não rezava por mais nada, eu rezava por isso. Confiando inteiramente que a minha intercessão já estava acontecendo do lado de lá – pois a pessoa estava distante. E aconteceu.

   Minhas orações chegaram onde eu queria, minhas interseções não foram em vão, porque apesar de não saber ao certo, em nem um momento duvidei de que seria ouvida.

   Decidi então agradecer ao Senhor me alimento da palavra todos os dias e em um momento de fragilidade foi que eu aprendi sobre a Oração dePetição e entendi o porquê tinha a sensação de que minhas orações eram sempre rasas demais. Não contente busquei afinco aprender qual o jeito certo de interceder e aprendi que a oração é uma reunião de ações que devem ser praticadas em prol da nossa intercessão.

   Precisamos comungar com Deus nossos desejos em detalhes, nos inspirar na palavra já escrita, respaldar nossos pedidos e confiar com humildade e paciência – de voz, de mente e de atos – que o que foi prometido já aconteceu.


   A dinâmica da oração é fascinante e real. E eu sou grandiosamente grata por na minha existência poder aprender isso.


Essência

10/02/2017


   O meu corpo é templo de bondade, aqui todo mal é passageiro, sem muito tempo pra existir. A confiança na plenitude dos encaixes da vida me faz positiva o suficiente para acreditar no que é bom – mesmo nas situações adversas.

   Faço tudo com amor, ao próximo e a mim mesma. Rodeada por pessoas que transbordam o mesmo. Nossa cumplicidade e conhecimento sobre nossos corações é concreta e nos permite irmos além sem precisar falar algo, a gente só sabe. No silêncio é quando falo mais alto, é quando mais me ouço. Cuido dos meus sentimentos para cultivá-los sempre tranquilos, complacentes, com o olhar direcionado ao mundo de forma delicada, para que eu saiba lograr o que de fato é importante.

   Me dedico a levar e trazer o amor, a distribuir o que eu receber a troco de ver alguém feliz. Com o coração em paz, eu sigo confiante deixando que a minha intuição me guie pelos caminhos nos quais eu devo traçar – ainda que eu não conheça os propósitos no fim.

   Não tenho necessidade de vislumbre, afinal, sei que poucos irão notar, pois o que há de melhor em mim está compreendido entre os limites do meu corpo e hoje em dia, as pessoas olham a superfície e não o interior.

   Reúno em mim todas as coisas as quais tenho afinidade, prazer e amor e todas essas coisas me devolvem uma energia que apontam o reflexo do que eu sou.
Inundo meu corpo com o brilho mais cintilante que posso efluir, satisfazendo o meu ser daquilo que já tenho em mim.


   Dou graças a tudo o que não tenho, pois se não tenho, é porque não me cabe. E assim, passeio pelos espaços da vida, me fazendo presente, sem cadeia ou corrente, apenas por livre arbítrio de amar pelo tempo que for necessário.

Projeto Old Mail: Recebidos de Janeiro!

06/02/2017

Yaaaaay!

Eu tava muito ansiosa pra fazer esse post! E por quê?! Trata-se de um dos projetos mais legais que eu já participei, o Old Mail.

Sabe aquela vontade de receber uma carta de verdade pelo correio? Eu morria! E aí eu descobri que poderia fazer isso através do OldMail, projeto criado pela Paty Dibona, se trata de um grupo de blogueiras que trocam cartas entre si com o intuito de fazer novas amizades e espalhar amor pelo brasil todo à moda antiga! Não é maravilhouso?!

Em Janeiro eu fiz dupla com a Munique Bittencourt, do blog Mãeao Cubo. Cujo blog é lindo e eu amei trocar carta com ela.


Recebi essa caixinha e dentro dela tinham vááááárias coisinhas!
Vários tipos de amostra grátis de hidratantes, creme de massagem e óleo corporal.
 Recebi também esse vidrinho fofo, que certamente vocês acham que é purpurina, mas não, é pó de fada! Decidi fazer um chaveiro pra levar a mágica comigo pra onde eu for

PRE-PA-RA!
A cartinha da Nique foi muito caprichada, gente!
Atrás, que eu pensava que era frente e comecei abrindo por lá, havia um envelope com posts its, uma coisa que eu adoro e uso muito!
Essa é a frente de verdade. Será que o desenho foi feito pela filha dela?! Achei muito fofo!
Dentro era maravilhosoooo! Deu pra sentir o amor que foi feito?
No envelope a direita veio uma cartela de adesivos de gatíneos e mais posts its marcadores de páginas de coelhinhos!!! No envelope do meio vieram bottons e um chaveirinho em formato de batom. À esquerda veio a cartinha como vocês podem ver e embaixo dela tinham mais posts is. TÔ RICA!
 Recadinho da Nique
Eu amei participar, amei tudo o que ela me mandou e a forma como ela fez. Deu pra sentir que foi tudo feito com muito carinho por ela e isso é especial demais. Entre no blog dela para conferiras coisinhas que mandei. Eu sempre quis receber uma carta de verdade de alguém, daquelas que chega do correio diretinho na sua casa. E é maravilhoso receber de uma pessoa que você ainda não conhece com várias coisas especiais escritas que podem simplesmente melhorar o seu dia, todas escrevem com o coração!
 Eu já conhecia o projeto há alguns anos, tinha visto em blogs e morria de vontade de participar. Agora estamos aqui neste ano de 2017, que pelo visto já começou com tudo! Eu deveria ter gravado um vídeo pra vocês verem a minha reação na hora que eu abri hahahahaha

Espero que vocês tenham gostado do post! Até loguinho

A tua saudade, eu matei de fome

02/02/2017

Foto: Pinterest
   “Já faz um tempo que eu queria te encontrar e te dizer algumas coisas que eu deixei pra depois. Nos afastamos e eu acreditei piamente que era para o nosso bem, deixei o tempo passar, curei as minhas feridas, para então de procurar e te dizer, amor, ‘tô pronta pra tentar de novo’.

   Só que acontece é nesse meio-tempo, na busca de ficar bem eu conheci uma pessoa e acabei me apaixonando por ela. Eu mesma. Eu percebi o quão abusivo eram as minhas noites de choro, meus dias sem comer, a espera por um pedido de desculpas que nunca chegava sempre que você me diminuía de alguma forma. Eu percebi que o meu jeito de amar não é tão fantasioso como você me fazia acreditar e que os meus defeitos eram poupáveis, que não precisava você gritar.

   Me conhecendo eu pude perceber o quão gentil eu consigo ser ao me reportar a um desconhecido, como eu sou empenhada quando quero algo, o quanto meu coração é bom pra saber perdoar e tantas outras coisas admiráveis ao meu respeito, que você nunca soube ver. Tem mais, percebi que sentir demais não é defeito, que o defeito é não saber lidar, mas que ao mesmo tempo em que acontece a minha fúria de desequilíbrio, com um só abraço ela pode ir embora. Sol colorindo tempo nublado.


   Eu fui embora em busca de motivos pra tentar te ter de volta, mas eu me conheci te deixando pra depois e percebi que a saudade que eu sentia de você morreu de fome dia após dia, a espera de uma mensagem sua que nunca chegou.”