Só peço a ti, Senhor, inspiração todos os dias para alimentar a minha alma quando eu me sentir frágil

12/04/2017

Foto: We Heart It
   Senhor, eu sei que estive distante. Sei que em muitos momentos quando Tu estavas aqui, eu não Te percebi. Sei que ignorei Teus preceitos e cedi ao que não me convém em busca de conhecer todas as coisas que o mundo me propõe, mesmo sabendo que aquilo não me faria bem.

   Me perdoa pelas vezes que eu agi de maneira impulsiva. Me perdoa por todas as vezes que deixei de ser boa para o meu próximo por causa de meus problemas individuais.

   Sentia vergonha de ir ao Teu encontro, pois achava que não Te merecia. Só que descobri que o Teu amor não vai mudar, pois ele não é questão de merecimento.

   Que eu nunca esqueça que Tu me amas mesmo diante da minha pobreza e antes até dos meus acertos, que não importa o caminho que percorri, ou o que fiz, isso não desfaz o propósito que Tu tens para mim, porque escolheste a mim.

   Desejo mais que tudo ser sensível a Tua palavra, ser fiel ao teu propósito, agir com as pessoas da maneira que Tu me ensinaste a amar. Me livra do meu egoísmo, da falta de empatia, do pré-julgamento.  Que eu saiba, olhar para todas as coisas com bons olhos. Que o meu espírito esteja sempre ancorado a Ti.

   Silencia minha mente e que nela eu ouça somente a Tua voz. Que os Teus valores falem mais alto que os meus desejos.  Me conceda sabedoria diante da vida e que nos meus momentos de maior fraqueza Tu me guarde e não deixe que eu leve às pessoas emoções rasas que são tão passageiras. Que o perfume que eu exale seja a minha mais pura essência – aquela que Tu me presentaste com amor quando me deste a vida.


Como ser feliz

10/04/2017

   Quando criança as pessoas me perguntavam “o que você quer ser quando crescer?”, a primeira coisa que vinha na minha cabeça era: feliz. Mas eu dizia, “veterinária”.

   Eu já quis ser bailarina, bióloga marinha, estilista, modelo fotográfica... No entanto, sou bacharel em Serviço Social, recém-formada. Foram pouco mais de quatro anos de curso, nesse meio-tempo veio a transição da adolescência para a vida adulta, meu primeiro emprego, um pequeno desvio emocional e uma perda de identidade que eu realmente não sei em que momento eu deixei cair.

   Esse período foi crítico, foi um tempo extenso em que o descuido pessoal e a bagunça só cresciam – interna e externamente. Eu tive bloqueios, não conseguia viver com fidelidade o amor que eu sentia pelas pessoas, não conseguia ser autentica no meu modo de ser e viver, eu já não fotografava, nem escrevia. Isso me entristecia muito, a escrita. Eu simplesmente não conseguia produzir nada, não saía nada, porque eu estava vazia.

   Eu aprendi que para sermos realmente felizes temos que viver a nossa vida de forma plena. Talvez esse não seja um segredo para você, mas você já se perguntou como viver em plenitude a sua vida? Eu posso te responder.

   Esse aqui é um texto de uma pessoa que carregava a primavera dentro de si, que viu todos os seus jardins morrerem e fez acontecer o renascimento de cada sementinha dentro do próprio coração.

   Eu agora te desafio a olhar para a sua vida. Eu, Nayandra, tenho uma casa, um quarto só meu, uma mãe – pense em uma palavra grande que dê ênfase em – incrível. Uma família maravilhosa. Um bom emprego. Uma graduação. Amigos que parecem personagens de um livro bom.... E você, já parou pra pensar no quanto você tem?

   Falando assim parece até que a minha vida é perfeita né? Mas não é, não mesmo. Porém, quando paro pra pensar em tudo o que tenho, me sinto podre de rica.

   Viver plenamente a sua vida é você simplesmente viver tudo o que sua vida te propõe com muito amor. Acordar e ter orgulho de estar na sua cama, caminhar para o trabalho e ir feliz porque tem um emprego. Ir fazer uma faxina na sua casa e olhar para todas as coisinhas que você tem com gratidão. Isso é ser pleno. O problema é quando você não gosta da sua vida. E era nessa parte que eu queria chegar.

   É muito difícil viver plenamente uma coisa na qual não nos agrada. Supondo que tu sejas uma forma geométrica X. Querem te pôr em um espaço Y. Você não encaixa, você empaca, mas você fica ali. Por quê? Não sei por quê. Comodismo. Fraqueza. Falta de perspectiva, talvez. Ou medo. Mas ouça uma das primeiras lições que aprendi, quando a gente não gosta de uma coisa, a gente muda.

   A minha bagunça interna, como eu falei no inicio do texto, ultrapassou as grades do meu corpo. A minha fraqueza emocional para era perceptível a olho nu. E não falo somente de uma questão física minha não, o meu ambiente tava bagunçado. Eu já não aguentava mais, não aguentava a quantidade de entulho que carregava a minha cabeça sem espaço pra pensar em coisas boas. Eu já não aguentava mais não conseguir ficar a vontade no meu quarto, porque a minha cama tava tão bagunçada de coisas, que eu não podia nem sentar nela.
Quando eu estava mal eu passava muito tempo entediada, na verdade, eu me sentia entediada o tempo inteiro, eram raros os momentos que eu podia dizer que me sentia “bem”. Eu descarregava todo meu tédio na internet e foi numa dessas viagens que eu descobri uma coisinha chamada: Self-care, que quer dizer, auto-cuidado. Foi simplesmente a coisa mais genial em 2017, e se ainda não é, vai ser.

   Então comecei a pesquisar mais, a conhecer, a entender. Aos poucos fui praticando auto-cuidado, comigo, com as minhas pessoas, com as minhas coisinhas. Aos poucos meu mundo foi melhorando e a felicidade – não posso nem dizer “quando aconteceu”, pois – ela vive acontecendo. Ela acontece todos os dias. E presta atenção, se aconteceu comigo, acontece com você também. Vou te contar como eu fiz.

   Teve um dia em que eu decidi elencar coisas que gostaria de mudar na minha vida, desde as mais fáceis e palpáveis, às mais difíceis e abstratas. Nesse mesmo dia li um texto de um blog chamado “Casinha Arrumada” – um blog sensacional, diga-se de passagem – e lá dizia, “comece por uma gaveta”.

   O texto a qual me refiro dava dicas de como começar a organizar seu cômodo, e diz que se realizarmos aos poucos, o trabalho é mais satisfatório e menos cansativo. E eu pensei, por que não? Dividi então as minhas gavetas – físicas e emocionais. Na época estava passando por problemas com meu ex-namorado, a minha fragilidade emocional prejudicou de certa forma nosso relacionamento, e eu decidi então, começar por ele, aprendi a ter paciência, a observar mais, a ouvir antes de falar, a controlar meus impulsos, eu realmente precisava dominar minhas emoções, ou elas me dominariam de vez. Ao mesmo tempo, fiz um checklist das coisas que estavam incomodando fisicamente dentro da minha casa e resolvi organizá-las, comecei pela minha cama, arrumei todas as roupas e tralhas jogadas que faziam cosplay de monte everest. Poucos dias depois pensei nas minhas pessoas, deveria trata-las com o amor que de fato eu sinto, ter a atenção em perceber se as minhas atitudes estão fazendo jus ao sentimento real que sinto por elas, tratando com gentileza e valor – às vezes quando a gente cresce o estresse da nossa rotina nos faz perder a paciência depressa demais e a gente acaba sendo grosseiro sem se importar, afinal, muito justo você descontar nos outros seu cansaço e frustrações né? Não é. Então resolvi ponderar muito com eles também as minhas emoções. Na mesma semana, arrumei minha estante de maquiagens e cosméticos.

   Aos poucos estou vendo a felicidade acontecer. Dia após dia. Eu estou sentada na minha cama devidamente arrumada escrevendo este texto agora. Ainda pouco terminei de arrumar os livros da estante. E tudo, tudo isso com empolgação.

   A organização no meu cômodo é, além de tudo, simbólica. Está inerente à minha organização espiritual e eu estou ansiosa para compartilhar essas evoluções. Eu não posso me alongar mais, este texto já está enorme. E se você chegou até aqui, muito obrigada mesmo! Espero que vocês gostem desse tipo de assunto, pois, além de ser o meu favorito, vocês verão muito aqui no blog, agora mais do que nunca!

                                                                                                                                  Beijo





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Textinho de domingo

05/03/2017

Foto: We Heart It


   Eu tenho um sentimento especial por manhãs de domingo, elas me trazem uma paz que eu não consigo sentir em nem um momento dos outros dias da semana, é o que se pode chamar de ‘excepcional’.

   Talvez seja porque domingo tem um gostinho de verão e praia. Esse clima me lembra Portel, a cidade onde mora minha família e o conjunto todo é o pensamento mais doce que eu consigo ter, é a saudade mais terna que eu consigo sentir e me traz sentimentos bons.

   Nesta manhã, ao ler Girlboss – o livro que estou lendo atualmente –, senti minha manhã sendo plena. Eu estava incomodada com a demora ao terminar a leitura deste livro, pois eu esperei muito para tê-lo e não entendi por que estava protelando tanto o término dele. Mas hoje eu percebi que este livro tem acompanhado fielmente a minha evolução.

   O capítulo que li hoje falava sobre fracasso. Lá dizia que o fracasso é algo tão subjetivo, que é quase como uma escolha. Você escolhe se ganha ou se perde. Se tal situação te põe em posição de fracasso, ou de aprendizado. Cada fragmento lido tem me feito refletir sobre algo na minha vida. E hoje dei vez ao discernimento do que é fracasso para mim e queria compartilhar isso com vocês.

   O que é fracasso pra você? O que você imagina que seja perda, realmente é? Reflita no seu problema, pois se eu tenho certeza de algo nessa vida é de que sempre há algo a se lograr.

O dia em que eu descobri que não sabia rezar

21/02/2017

Foto: We Heart It

   Poucas vezes me senti fortalecida em oração. Eu sempre achava que o que estava ali fazendo era pouco demais, em volume baixo demais, que Deus concedia a mim porque conhecia meu coração, mas não pela força que eu depositava nas minhas orações porque no fundo, eu sabia que não sabia rezar.

   Eu orava e não sabia encaixar a minha fé, onde pôr a energia necessária para mostrar à Deus o que eu desejava e pelo que eu agradecia. Tenho a sensação de que ele sempre veio a mim por espontânea vontade no silêncio, mas eu não sabia invocá-lo. E eu acreditava que já tinha coisas demais para sentir necessidade – ou direito – de pedir a Ele algo a mais.

   Há tantas coisas no mundo pelas quais podemos rezar, mas foi conhecendo uma pessoa que eu senti uma inquietude diferente. “Preciso interceder por ela”. Por amor eu queria ver bem, queria ver feliz, em paz, mas essa pessoa estava tão distante de Deus que parecia não conhecer o caminho para chegar até o Pai.

   Então saí da minha zona de conforto, juntei minhas mãos e sem ter certeza se estava fazendo certo, eu orei, todos os dias, mesmo quando eu não rezava por mais nada, eu rezava por isso. Confiando inteiramente que a minha intercessão já estava acontecendo do lado de lá – pois a pessoa estava distante. E aconteceu.

   Minhas orações chegaram onde eu queria, minhas interseções não foram em vão, porque apesar de não saber ao certo, em nem um momento duvidei de que seria ouvida.

   Decidi então agradecer ao Senhor me alimento da palavra todos os dias e em um momento de fragilidade foi que eu aprendi sobre a Oração dePetição e entendi o porquê tinha a sensação de que minhas orações eram sempre rasas demais. Não contente busquei afinco aprender qual o jeito certo de interceder e aprendi que a oração é uma reunião de ações que devem ser praticadas em prol da nossa intercessão.

   Precisamos comungar com Deus nossos desejos em detalhes, nos inspirar na palavra já escrita, respaldar nossos pedidos e confiar com humildade e paciência – de voz, de mente e de atos – que o que foi prometido já aconteceu.


   A dinâmica da oração é fascinante e real. E eu sou grandiosamente grata por na minha existência poder aprender isso.